No Futebol, como noutras organizações:
Morten Olsen não tem dúvidas: a chave da equipa é a equipa. "Há equipas
que têm grandes jogadores que não vêem necessidade de trabalharem uns
para os outros. Nós não os temos." Olsen, que dá ares de professor
universitário com as suas boas maneiras e óculos pitorescos (só lhe
falta um casaco tweed), é um homem terra-a-terra. Para ele, um
jogo de futebol define-se nas nuances e nas coincidências. "E se essas
coincidências estiveram todas do nosso lado, temos uma boa hipótese."
Será que os portugueses algum dia vão perceber esta realidade que por ser tão básica é mesmo terra-a terra !...
Ou vão continuar a produzir e a proferir a conversa da treta, que por ser tão erudita e filosófica é absolutamente ineficaz ?
O LÍDER
LÍDER é aquele que determina " OS QUES " de uma organização ou país .
Quando um país ou organização não tem quem determine os seus " QUES ", não tem líder ...mas pode ter um bom GESTOR do status !...
O problema é que em tempos de turbulência e mudança, como o actual, não ter quem defina O QUE deve ser feito, mais do que estagnar é retroceder ! ...
O CARACTER DE UM LÍDER
O carácter de um líder é a chave para uma boa liderança.
Investigações realizadas pela Universidade de Harvard indicam que 85 % da performace, em liderança, depende do carácter pessoal do líder.
Investigações realizadas pela Universidade de Harvard indicam que 85 % da performace, em liderança, depende do carácter pessoal do líder.
A INTEGRIDADE DE UM LÍDER
Enquanto líder e modelo de referência, numa organização, a INTEGRIDADE duma pessoa pode ser medida pela importância que atribui às consequências, das suas acções, a longo prazo e pela análise que faz da qualidade dos benefício resultantes da sua determinação e empenho .
Paul Meyer
Paul Meyer
terça-feira, 12 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
AVALIAÇÃO DE LÍDERES
...dos jornais:
«No caso do presidente do BPN, dificilmente se encontraria alguém com melhor currículo para ser presidente de um banco», afirmou Constâncio perante os deputados que integram a comissão de inquérito parlamentar ao BPN.
Desta afirmação podemos tirar a seguinte conclusão:
Os critérios de avaliação de um Líder, para este senhor, resumem-se à dimensão técnica do indivíduo em questão, ignorando a DIMENSÃO SOCIAL da pessoa, que para um Líder deste nível é a mais importante ( o seu carácter, a sua honorabilidade, os seus comportamentos, etc. ).
Este é, infelizmente, para além do critério partidário, um pensamento dominante em Portugal, para a selecção de Líderes.
Compreende-se que muitos empresários, preocupados com outras questões e por falta de formação, continuem a pensar segundo o paradigma de organização Taylorista, mas um vice presidente do BCE, em 2012 ?
«No caso do presidente do BPN, dificilmente se encontraria alguém com melhor currículo para ser presidente de um banco», afirmou Constâncio perante os deputados que integram a comissão de inquérito parlamentar ao BPN.
Desta afirmação podemos tirar a seguinte conclusão:
Os critérios de avaliação de um Líder, para este senhor, resumem-se à dimensão técnica do indivíduo em questão, ignorando a DIMENSÃO SOCIAL da pessoa, que para um Líder deste nível é a mais importante ( o seu carácter, a sua honorabilidade, os seus comportamentos, etc. ).
Este é, infelizmente, para além do critério partidário, um pensamento dominante em Portugal, para a selecção de Líderes.
Compreende-se que muitos empresários, preocupados com outras questões e por falta de formação, continuem a pensar segundo o paradigma de organização Taylorista, mas um vice presidente do BCE, em 2012 ?
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
ORGANIZAÇÃO
Introdução
Hoje vamos falar de organização,
no contexto empresarial – industrial, por ser esta uma das nossas experiências.
Organização, foi algo que sempre
nos preocupou ao longo da nossa vida profissional, a partir dos ensinamentos colhidos do professor da "cadeira " de Organização Industrial, o Prof. Dr. Francisco António Chaves Brilhante .
Sentimos, nos primeiros anos da
nossa vida profissional um grande conflito, entre o que nos tinham ensinado e a
prática que do observávamos. Mas ao fim de uma dezena de anos tivemos a oportunidade de ingressar numa
multinacional Americana e então constatar, que na realidade ali, o tal conflito
não existia.
É certo que até fins da década de
70 do século XX os modelos práticos, eram essencialmente inspirados no Taylorismo
e no Fordismo, com retoques mais
ou menos inovadores de humanização do trabalho, muitas vezes como técnica de se
conseguirem ganhos de produtividade, mas também é certo que foi essa mesma humanização do trabalho que vinha inspirando os autores do modelo Sócio Técnico,
desde os anos 50, que acabou por influenciar as várias sociedades industriais do norte da Europa
aos Estados Unidos. É sobre isto que vamos falar.
STS - Social Technical
System
O QUE É
É um sistema organizacional, que
coloca o foco de organização na inter - relação entre os sub-sistemas social e técnico, que constituem
qualquer organização, que por sua vez está em permanente contacto com o meio
envolvente, no qual actua,
ORIGENS
O sistema sócio técnico, tem as
suas origens, nos estudos
iniciados em 1949 pelo instituto Tavistock de Londres, como
consequência da necessidade
de refazer o processo
produtivo inglês, destruído durante a segunda guerra mundial , com práticas de
trabalho e organização que fossem
inovadoras , que não exigissem
grandes investimento de capital ( ...que era escasso, como acontece actualmente em Portugal !... ) e que permitissem
aumentos significativos de produtividade.
Porque, na época, o carvão era
uma fonte de energia estratégica, para a Inglaterra, a necessidade de aumentar
a produtividade nas minas levou a
administração do sector ( nacionalizado ), a solicitar
ao Instituto Tovistock a
sua intervenção neste sector, dado não serem evidentes os ganhos de
produtividade
resultantes do
esforço investimento realizado na mecanização dos
processos, o absentismo era elevado, da ordem dos 20 %, e os conflitos laborais frequentes.
Os primeiro trabalho do Instituto
Tovistock, conduzidos por Eric
Trist, consistiram num estudo comparativo, sobre resultados existentes, entre duas minas . Uma com elevado
rendimento e alta motivação ( de onde o Instituto recrutou um dos seus
colaboradores – Ken Bamforth ) e
outra de baixo rendimento e
pessoal pouco motivado .
Após regressar de uma visita aos
seus antigos colegas, Ken relatou a E. Trist que algo de “ anormal “ havia acontecido nas
práticas de trabalho e organização, num determinado sector, no
interior daquela mina.
Aprofundando o assunto
verificaram que o responsável geral da mina, era o autor da concepção
técnica implementada, para a qual os trabalhadores com o apoio do sindicato , haviam
proposto arranjos de organização.
Para E. Trist e seu colaboradores
era evidente estarem na presença de algo novo na organização do trabalho, que consistia em grupos
relativamente autónomos, em que os seus elementos trocavam frequentemente de
posição e actuavam com um mínimo
de supervisão.
A colaboração entre os grupos era evidente,
bem como o empenho pessoal de cada um, o absentismo era baixo, os
acidentes raros e a produtividade elevada. O contraste com outras áreas da mina
era mais que evidente.
Questionados sobre os porquês da
inovação, os trabalhadores explicaram que se haviam limitado a repor os métodos
de trabalho tradicionais, em
pequenos grupos, anteriores à mecanização e às exigências dos
processos actuais, de uma tarefa um homem.
Por esta razão o livro de E.
Trist e seus colaboradores, publicado em 1963, sobre os estudos do Instituto Tavistock, nas minas, intitulado “ organizational Choise “
teve como sub-t´tulo “ A perda a redescoberta
e a transformação de
uma tradição de trabalho “ . Esta transformação representou uma mudança de direcção na concepção organizacional,
O modelo de desenvolvimento sócio económico, tecnológico
e industrial, nas décadas seguintes, apoiado por
uma procura superior à
oferta, por uma mão de obra abundante e barata,
matérias primas igualmente abundantes
, ( nomeadamente o petróleo ),
longos ciclos de vida dos
produtos, e clientes mais
preocupados com quantidade do que
com a qualidade dos produtos, vão acentuar a predominância do modelo Taylorista
/ Fordista e relegar para o campo das experiências a “ alternativa organizacional “ que havia nascido em “South Yorkshire – UK”
durante a década de 50 do século XX e que outro colaborador do Instituto
Tovistok – Fred Emery, chama de “
emergência de um novo paradigma do
trabalho”, que articula a interdependência das
necessidades
das pessoas ( sub sistema social ), com as
necessidades técnicas
da estrutura ( sub sistema técnico ), dando assim origem ao conceito SISTEMA SÓCIO- TÉCNICO.
Em termos descritivos, o
Instituto Tovistock definiu cada
um dos dois sub sistemas da seguinte forma:
Sub sistema social:
È composto pelas pessoas que trabalham na
organização, pelas suas relações
no trabalho, pelas suas expectativas e pelas suas atitudes para com a organização, pelas
competências existentes. Tudo isto deve ser tido em conta na concepção da
tecnologia e do conteúdo do trabalho.
Sub sistema técnico:
É constituído pelas instalações, pelo equipamento e
ainda pelos procedimentos e pelas informações utilizadas, devendo reconhecer-se os
efeitos de tudo isto no comportamento das
pessoas. Por exemplo: Se
aos operadores de uma empresa, não é facilitado o controlo do processo de produção, eles não
poderão sentir-se responsáveis
pelos resultados desse processo ,
A eficácia e a eficiência (
performance ) económicas e sociais de uma organização dependem do ajustamento
recíproco entre as exigências
do sub –sistema utilizado ( técnico ) e o
sub-sistema utilizador ( social ).
DESENVOLVIMENTO
Como dissemos em cima o
modelo de desenvolvimento sócio
económico entretanto emergente , nomeadamente na Inglaterra, acabou por prejudicar de forma
significativa a abordagem
sócio técnica, embora as
conclusões do Inst, Tavistock ,
fossem bem concludentes sobre a superioridade dos
resultados do trabalho dos grupos semi autónomos.
Convictos de que haviam descoberto algo de
novo e com os constrangimentos
colocados à abordagem sócio técnica, em Inglaterra, os consultores do Instituto Tovistock ( E. Trist , Fred. Emery e outros
), viram-se para outros países e outra
industrias, procurando assim validar o novo
paradigma organizacional – STS , a
partir de outras intervenções sobretudo de reorganização de empresas.
È assim, que em 1953 o Instituto faz a sua primeira intervenção numa
industria têxtil na Índia que igualmente fracassa porque os empresários locais
se recusaram a partilhar poder.
Entretanto o Instituto é
solicitado a realizar acções numa
fábrica de telefones na Suécia , numa empresa de telecomunicações da
Holanda e em várias empresas nos
EUA
Todavia só depois de 1962 , com as acções
realizadas na Noruega, é que a abordagem sócio técnica se afirma e desenvolve
graças ao projecto de democracia industrial, lançado nesse ano presideido por uma comissão nacional, constituída por representantes sindicais, patronais e governates e co a colaboração
de cientistas sociais cujo líder era Einar Thorsrud , na época director
do Instituto de investigação da
universidade técnica de Trondheim. Foram consultores do Instituto Tovistock,
neste projecto: E. Trist; Fred Emery e Phip Herbst.
Baseando-se na abordagem sócio
técnica a comissão escolheu,
para sua intervenção três sectores de importância estratégica para a economia da Noruega e que
na época se encontravam em crise: A industria do papel, industria metalomecânica e industria química. Entre 1963 e 1970 foram realizadas quatro acções de
reorganização ; Numa Fábrica de pasta de papel, numa fábrica de aquecedores
domésticos, numa trefilaria e numa
fábrica de adubos.
O sucesso desta intervenções , quer sob o ponto de vista
dos resultados económicos e sociais,
mas também pela aprendizagem que
proporcionaram na investigação - acção, foram decisivos para o capital científico da abordagem sócio técnica , que
consolida assim, na Noruega, as suas raízes conceptuais e metodológicas.
Na Noruega, as intervenções sócio
técnicas alargam – se as outras
empresas e sectores, quer de reorganização ( retrofit ), quer de concepção como foi o caso na marinha mercante, mas, nesta fase, não atingem dimensão nacional.
É na Suécia , no início dos anos
70, que as organizações patronais e
sindicais , atentas
às experiências desenvolvidas na Noruega, se vai dar uma difusão maciça da “
novas formas de organização do trabalho “.
Em 1973 já eram conhecidas mais de 1000 as intervenções de organização
sócio técnica .
Embora o STS, inicialmente, se tenha desenvolvido e difundido pelos
países nórdicos, EUA , Canadá, Alemanha, e muitos outros países, onde para alem de modelos mais ou
mais radicais, tem contribuído significativamente para a “ humanização do
trabalho “.
Na verdade a amplitude e o
carácter essencial da abordagem sócio técnica, ficaram, desde o início, bem expressas por E. Trist: “ Desde o início o conceito sócio
técnico desenvolveu-se em termos
de sistema porque está em relação
com as interdependências e
desenvolveu-se em termos de teoria
de sistema aberto, porque tem que ver com o meio envolvente no qual uma organização deve activamente manter-se em estado de equilíbrio
foi nos países escandinavos que se consolidou fornecendo o conteúdo para a “democracia industrial” Sueca, O caso da fábrica Volvo , em
Kalmar, tornou-se mesmo um “ case study “ devido à excelência dos seus resultados, bem como para a
democracia empresarial Norueguesa.
Especialista em STS, como
Bruce Gibbs e John Cotter,
acreditam que a tendência dos escandinavos para sistemas de compromisso, do qual a social democracia foi o
exemplo politico durante os tempos
da guerra fria, foram decisivos
para a implementação da abordagem
sócio técnica , que como nenhum
outro modelo , conhecido, tão bem exprime
a inter relação de
interesses de uma organização.
CONSOLIDAÇÃO
Para melhor entender a difusão conceito sócio
técnico, embora nem sempre aplicado
como tal, é importante regressarmos aos anos 80 do
século XX, onde por força da
enorme capacidade competitiva das empresas japonesas, o ocidente foi forçado a repensar os seu métodos
de trabalho . É nesta época que emergem
os conceitos de “Qualidade Total”,
“Lean Organization “ “TQMP- total quality management process “
e muitos outros com a
maioria das empresas ocidentais
tentam resolver os seu problemas de competitividade, mas onde os resultados são insuficiente. É a época também onde as multinacionais
ocidentais tentam copiar muitos do processos de trabalho Japoneses, quase sempre com sucesso duvidoso.
É , então em meados desta década, que emergem nos EUA especialistas em STS que alertam
para a necessidade das
empresas reverem os seus métodos de trabalho porque
a produtividade é o resultado de
uma inter relação entre
o cumprimento das expectativas
das pessoas e os recursos
disponíveis.
De entre os múltiplos exemplos de sucesso na
implementação do STS , a que o
novo paradigma sócio económico veio
forçar, vale a pena referir o caso da Ford, pela impacto que a sua decisão acabou por ter na implementação do STS em Portugal.
Preocupada com a sua capacidade
competitiva, a Ford, depois
de concluir que o seu “ Fordismo “
não respondia às novas necessidades, decidiu aderir de forma global ao STS , com duas variantes:
1. A partir de meados da década
de 80 , século XX, todas as novas fábricas , onde quer que fossem construídas,
deveria ser organizadas
segundo sistema sócio técnico.
2. Todas as fábricas existentes ,
onde quer que se encontrassem deveriam ser objecto de um “ retrofit
organizational “
Para implementar o Sistema, a
Ford seleccionou dois “ gurus
“ Bruce Gibbs para a divisão de
componentes e John Cotter para as
fabricas de produto.
O primeiro caso de componentes
foi a fabrica de Chiuhauha- México em 1986, seguindo-se as fabricas em Porto Santa Maria – Espanha 1988 e Palmela
1989. Como consultor e director da área de formação deste projecto tive a oportunidade de ser seleccionado para funcionar como “ Facilitador“ de Bruce Gibbs para a
implementação do Sistema na fábrica portuguesa. O processo demorou
cerca de 5 anos, desde uma primeira sessão, em Outubro de 1989, num
hotel do Estoril, ainda só com o “ Operation Comitte “, para esboço do MVGP-
Mission, Values and Guide Principles e prelongou-se com visitas regulares de Bruce Gibbs, de 6 em 6 meses, até a fabrica atingir praticamente o volume de pessoas previsto -1700.
No caso da Autoeuropa, dada a especificidade de ser uma joint venture , entre a Ford
e a VW, o STS não foi claramente
assumido, enquanto tal, mas toda a estrutura organizativa
inicial obedecia ao
conceito, inspirado na fábrica que
a Ford, na altura, possuía em Hermosillo no México. Tendo sido
inicialmente desenhado por A. Kivilaan( um consultor da Ford, recebeu outras
importantes contribuições de vários
especialistas , no conceito, nomeadamente John Cotter ( autor do modelo organizacional de
Hermosillo e da DDI .
International Dimensions e também
dos ensinamentos recolhidos
pelo sistema Kaizen .
Vinte anos depois, destas novas
experiencias organizacionais, levadas a efeito, em Portugal é interessante
verificar, que hoje, não há empresa, grande, média ou pequena, que não disponha do seu MVGP, é
certo que na maioria das vezes se trata de um “quadro “ para decorar uma
parede, mas está lá. Outra constatação é
o reconhecimento, generalizado, do sucesso
quer da Ford Electrónica Portuguesa ( Visteon ), quer da Autoeuropa. O
que tarda é a decisão dos
empresários portugueses em perceberem que numa época fortemente competitiva e com mercados em grande
turbulência, para sobreviver, é preciso empresas devidamente organizadas,
tecnologicamente equipadas e com recursos humanos qualificados, empenhados e
motivados. Empresas que dêem prioridade às duas dimensões
básicas de sucesso: As PESSOAS E A
TECNOLOGIA.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
SIMPLIFICAÇÃO versus " CONFUSOPOLIS "
A experiencia da vida ensinou-nos que poucos factos existem, que precisem mais do que uma folha A4, ou 5 minutos, para serem apresentados. Contudo passamos o tempo a escrever CV, intervenções, palestras, discursos, relatórios ( não me refiro aos judiciais que, dizem, ter milhares de páginas ! ), que para além de conterem dúzias de páginas demoram, por vezes, horas a serem apresentados.
Tenho para mim, que a causa raiz deste problema assenta em muito poucas variáveis, das quais destaco: a) o orador não sabe do que fala e/ ou não também não sabe expor o que pretende; b) o orador sabe muito bem do que fala e portanto, intencionalmente, estende-se para confundir; c) o orador é um egocêntrico, autocrático, gosta de se ouvir e portanto usa a oportunidade como acto de vaidade, autoridade e status social.
Um Líder Total, conhece bem a importância da comunicação e por isso, quando comunica, por voz ou por escrito, fá-lo de uma maneira natural, simples, compreensível e durante um período de tempo que não vá para além da capacidade humana de compreensão e concentração, o que naturalmente varia com os hábitos de ouvir e ler dos receptores da mensagem .
Os oradores referidos em b) e c) não têm, necessariamente, de ser pessoas confusas, mas representam, quase sempre, organizações que de modo deliberado procuram manipular e confundir. São as " CONFUSOPLIS ", que se apresentam ao publico como "raposas disfarçadas de cordeiros " levando o cidadão distraído a consumir até o que não necessita.
Estruturalmente, estas organizações, caracterizam-se também, por disporem de múltiplos níveis de hierarquias por serem mais fáceis de manipular - dividir para reinar !
Um Líder total, representa organizações que em vez de confundirem ( clientes e fornecedores ), procuram a transparência ( toda a informação para todos ) e a simplicidade, interna e externamente à organização.
A nível da estrutura estas organizações, em regra, caracterizam-se por uma grande horizontalidade de informação dispondo apenas de 3 a 4 níveis hierárquicos.
Tenho para mim, que a causa raiz deste problema assenta em muito poucas variáveis, das quais destaco: a) o orador não sabe do que fala e/ ou não também não sabe expor o que pretende; b) o orador sabe muito bem do que fala e portanto, intencionalmente, estende-se para confundir; c) o orador é um egocêntrico, autocrático, gosta de se ouvir e portanto usa a oportunidade como acto de vaidade, autoridade e status social.
Um Líder Total, conhece bem a importância da comunicação e por isso, quando comunica, por voz ou por escrito, fá-lo de uma maneira natural, simples, compreensível e durante um período de tempo que não vá para além da capacidade humana de compreensão e concentração, o que naturalmente varia com os hábitos de ouvir e ler dos receptores da mensagem .
Os oradores referidos em b) e c) não têm, necessariamente, de ser pessoas confusas, mas representam, quase sempre, organizações que de modo deliberado procuram manipular e confundir. São as " CONFUSOPLIS ", que se apresentam ao publico como "raposas disfarçadas de cordeiros " levando o cidadão distraído a consumir até o que não necessita.
Estruturalmente, estas organizações, caracterizam-se também, por disporem de múltiplos níveis de hierarquias por serem mais fáceis de manipular - dividir para reinar !
Um Líder total, representa organizações que em vez de confundirem ( clientes e fornecedores ), procuram a transparência ( toda a informação para todos ) e a simplicidade, interna e externamente à organização.
A nível da estrutura estas organizações, em regra, caracterizam-se por uma grande horizontalidade de informação dispondo apenas de 3 a 4 níveis hierárquicos.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
PORTUGAL PRECISA DE LÍDERES
REFLEXÃO - Maio 12
QUESTÃO:
Porque é Portugal um país económica e socialmente atrasado, no contexto dos seus parceiros europeus ? PORQUÊ ?
MINHA REFLEXÃO:
Não acredito nas histórias que tentam justificar o atraso com argumentos de latinidade, o calor do sul e outros que tais. Todos excelentes para perpetuar situações em benefício de uma elite que, por não ter como se manter na vertical, se adapta a todo e qualquer sistema, qual massa informe.
Com mais de 70 anos de vida e várias décadas de contactos com outros povos, nomeadamente Europeus e Americanos no percurso de uma carreira profissional em empresas multinacionais, temos um saber de experiencia feito que nos ensinou que quando munidos dos mesmos recursos, não temos de recear a competição. Pois nunca foram aquelas, as causas que encontrei ou me indicaram, para o nosso atraso, mas sim e quase sempre, uma enorme falta de competência ( saber fazer ), nomeadamente nas áreas da educação, técnicas e sociais.
Até Abril de 1974 tudo era justificável como uma consequência directa do sistema politico do Estado Novo ( ditadura ), em que o país vivia. Quase 40 anos depois, se é certo que muita coisa mudou, a verdade é que não se vislumbram sinais de que tenham havido uma mudança na direcção de resolver aqueles constrangimentos do passado.
Pelo contrário, não só nenhum daqueles constrangimentos foi resolvido, como muitos outros surgiram, o mundo não pára, mas sobretudo como consequência da ausência de uma estratégia realista e adequada, de desenvolvimento para o povo e para o país, que os sucessivos governantes prometem mas que, com uma desconcertante falta de pudor, nunca cumprem.
Todo o esforço realizado , para o enriquecimento do país , através do desenvolvimento da industria, da agricultura, do comércio e dos serviços, iniciado com os famosos Planos de Fomento dos anos 50 do século XX, e continuado, irregularmente, em alguns períodos posteriores, parece hoje condenado ao desaparecimento ou no mínimo à sua drástica redução, assumindo-se agora uma necessidade de empobrecimento, com as inevitáveis consequências na falta de empregos !...Estamos doidos ou quê ? ...
Mas será que esta estagnação ou retrocesso de resultados resultam da falta de investimento no desenvolvimento das pessoas ?
Não; ao longo de toda a nossa história de mais de 800 anos, nunca se deve ter investido tanto na formação das pessoas como nos últimos 30 anos. Milhares de milhões de euros, têm sido canalizados para os mais variados programas de formação / educação, graças ao apoio dos restantes países da União Europeia.
Só que, como sempre, pôr dinheiro em cima dos problemas não é resolvê-los e no nosso caso isto é mais que evidente.
É certo que muito do dinheiro investido na formação/ educação, dos portugueses, não resultou no desenvolvimento das pessoas, mas sim no enriquecimento ilícito de muitos dos seus agentes, conforme notícias dos órgãos de comunicação, mas também é verdade que graças a esses investimentos tem havido um aumento significativo do conhecimento e dos saberes, sobretudo nas novas gerações.
Se assim é, então porque estamos hoje, internacionalmente reconhecidos como incompetentes para nos administrarmos e a viver sob domínio estratégico de uma Troika internacional do FMI/ BCE ?
Por uma razão muito simples:
Uma coisa é o SABER outra bem diferente é o SABER FAZER ! ... e outra ainda é o QUERER FAZER !
Em Portugal, hoje, não falta gente que saiba, basta ouvir os políticos, de qualquer cor, os comentadores oficiais ou não dos programas de TV , ou assistir às intervenções nos mais variados Worshops, Seminários e Conferências, que diariamente se organizam por todo o país .
O problema, da nossa falta de resultados positivos de crescimento, geradores de emprego, riqueza e bem estar social, não está portanto na ausência de SABER , mas sim na ausência de SABER FAZER.
Acredito que haja algumas minorias, que podendo e sabendo fazer, não o fazem, simplesmente, porque não querem fazer. Os lobbies a que pertencem assim o exigem, para poderem perpetuar o seu poder e controlo sobre o que lhes interessa. Mas também acredito, que a maioria dos que sabem, não fazem correctamente, o que deviam fazer, simplesmente porque não tiveram uma prática de aprendizagem correcta e um compromisso de fazer bem feito .
OS GAP’s entre o saber e o fazer:
As pessoas aprendem, geralmente, muitos conceitos teóricos, mas não se focam nos conceitos – chave, que na verdade são poucos, e assim não chegam a praticar técnicas de síntese e execução. Não actuam no terreno. Resultado; quando vão fazer não sabem !
Como diria Dilbert: “ São promovidas para os lugares de chefia, por ser aí que menos perturbam as organizações “
A nossa sociedade é diariamente dominada pelo pensamento negativo, resultante da crise, também, mas sobretudo por modelos de educação/ formação / informação negativa e até, em muitos casos, repressiva. Obviamente que isto inibe as pessoas de libertarem o potencial positivo e criativo que existe nelas.
“ Ser apanhado a fazer coisas bem feitas estimula a auto confiança e o pensamento positivo “ ...Mas, ao invés, em Portugal faz-se um enorme esforço para apanhar as pessoas a fazerem coisas mal feitas .
É mundialmente reconhecido, há muitos anos, que o ser humano cresce melhor com uma mente positiva e aberta, o que obviamente aguça-lhe o engenho, a criatividade e origina a criação de oportunidades muito para além das expectativas. Reconhecer isto actuar em conformidade não exige mestrados nem doutoramentos !
Na nossa actividade profissional deparamos frequentemente com mentalidades, atitudes e comportamentos de pensamento negativo, o que para além dos conflitos pessoais que criam, são factores redutores da produtividade e competitividade nas empresas. Muitas destes maus hábitos resultam, também, de modelos de organização fechados, lideranças autoritárias e dirigistas, que inibem os trabalhadores de pensar de forma positiva e construtiva .
Em meados do século XX países como a Noruega e a Suécia, estavam com problemas muito semelhantes aos nossos na actualidade. Um enorme desvio / Gap, entre a democratização política e social do país e a organização das estruturas empresariais . Bom seriam que governantes, sindicatos, associações empresariais , universidades e outras instituições, portuguesas, tivessem em 2012 a capacidade de reflectir, concluir e implementar planos semelhantes aos que, iniciados na Noruega e Suécia , em 1960, com o apoio do Instituto Tavistock de Londres, se difundiram, mais ou menos por toda a Europa mas, infelizmente, sem qualquer efeito prático em Portugal, para além de algumas multinacionais, que alguns analistas gostam de referir, sem se darem ao trabalho ( porque não sabem fazer ?... ), de procurar as verdadeiras causas do sucesso e o efeito pedagógico que esses exemplos poderiam ter na nossa sociedade.
NOTA:
Nos últimos dias, no vocabulário dos políticos e seus comentadores, surgiu o conflito entre austeridade e crescimento. Caros senhores, já vai sendo tempo de saberem que o bem estar dos povos não se faz com palavras, mas com acções !
QUESTÃO:
Porque é Portugal um país económica e socialmente atrasado, no contexto dos seus parceiros europeus ? PORQUÊ ?
MINHA REFLEXÃO:
Não acredito nas histórias que tentam justificar o atraso com argumentos de latinidade, o calor do sul e outros que tais. Todos excelentes para perpetuar situações em benefício de uma elite que, por não ter como se manter na vertical, se adapta a todo e qualquer sistema, qual massa informe.
Com mais de 70 anos de vida e várias décadas de contactos com outros povos, nomeadamente Europeus e Americanos no percurso de uma carreira profissional em empresas multinacionais, temos um saber de experiencia feito que nos ensinou que quando munidos dos mesmos recursos, não temos de recear a competição. Pois nunca foram aquelas, as causas que encontrei ou me indicaram, para o nosso atraso, mas sim e quase sempre, uma enorme falta de competência ( saber fazer ), nomeadamente nas áreas da educação, técnicas e sociais.
Até Abril de 1974 tudo era justificável como uma consequência directa do sistema politico do Estado Novo ( ditadura ), em que o país vivia. Quase 40 anos depois, se é certo que muita coisa mudou, a verdade é que não se vislumbram sinais de que tenham havido uma mudança na direcção de resolver aqueles constrangimentos do passado.
Pelo contrário, não só nenhum daqueles constrangimentos foi resolvido, como muitos outros surgiram, o mundo não pára, mas sobretudo como consequência da ausência de uma estratégia realista e adequada, de desenvolvimento para o povo e para o país, que os sucessivos governantes prometem mas que, com uma desconcertante falta de pudor, nunca cumprem.
Todo o esforço realizado , para o enriquecimento do país , através do desenvolvimento da industria, da agricultura, do comércio e dos serviços, iniciado com os famosos Planos de Fomento dos anos 50 do século XX, e continuado, irregularmente, em alguns períodos posteriores, parece hoje condenado ao desaparecimento ou no mínimo à sua drástica redução, assumindo-se agora uma necessidade de empobrecimento, com as inevitáveis consequências na falta de empregos !...Estamos doidos ou quê ? ...
Mas será que esta estagnação ou retrocesso de resultados resultam da falta de investimento no desenvolvimento das pessoas ?
Não; ao longo de toda a nossa história de mais de 800 anos, nunca se deve ter investido tanto na formação das pessoas como nos últimos 30 anos. Milhares de milhões de euros, têm sido canalizados para os mais variados programas de formação / educação, graças ao apoio dos restantes países da União Europeia.
Só que, como sempre, pôr dinheiro em cima dos problemas não é resolvê-los e no nosso caso isto é mais que evidente.
É certo que muito do dinheiro investido na formação/ educação, dos portugueses, não resultou no desenvolvimento das pessoas, mas sim no enriquecimento ilícito de muitos dos seus agentes, conforme notícias dos órgãos de comunicação, mas também é verdade que graças a esses investimentos tem havido um aumento significativo do conhecimento e dos saberes, sobretudo nas novas gerações.
Se assim é, então porque estamos hoje, internacionalmente reconhecidos como incompetentes para nos administrarmos e a viver sob domínio estratégico de uma Troika internacional do FMI/ BCE ?
Por uma razão muito simples:
Uma coisa é o SABER outra bem diferente é o SABER FAZER ! ... e outra ainda é o QUERER FAZER !
Em Portugal, hoje, não falta gente que saiba, basta ouvir os políticos, de qualquer cor, os comentadores oficiais ou não dos programas de TV , ou assistir às intervenções nos mais variados Worshops, Seminários e Conferências, que diariamente se organizam por todo o país .
O problema, da nossa falta de resultados positivos de crescimento, geradores de emprego, riqueza e bem estar social, não está portanto na ausência de SABER , mas sim na ausência de SABER FAZER.
Acredito que haja algumas minorias, que podendo e sabendo fazer, não o fazem, simplesmente, porque não querem fazer. Os lobbies a que pertencem assim o exigem, para poderem perpetuar o seu poder e controlo sobre o que lhes interessa. Mas também acredito, que a maioria dos que sabem, não fazem correctamente, o que deviam fazer, simplesmente porque não tiveram uma prática de aprendizagem correcta e um compromisso de fazer bem feito .
OS GAP’s entre o saber e o fazer:
As pessoas aprendem, geralmente, muitos conceitos teóricos, mas não se focam nos conceitos – chave, que na verdade são poucos, e assim não chegam a praticar técnicas de síntese e execução. Não actuam no terreno. Resultado; quando vão fazer não sabem !
Como diria Dilbert: “ São promovidas para os lugares de chefia, por ser aí que menos perturbam as organizações “
A nossa sociedade é diariamente dominada pelo pensamento negativo, resultante da crise, também, mas sobretudo por modelos de educação/ formação / informação negativa e até, em muitos casos, repressiva. Obviamente que isto inibe as pessoas de libertarem o potencial positivo e criativo que existe nelas.
“ Ser apanhado a fazer coisas bem feitas estimula a auto confiança e o pensamento positivo “ ...Mas, ao invés, em Portugal faz-se um enorme esforço para apanhar as pessoas a fazerem coisas mal feitas .
É mundialmente reconhecido, há muitos anos, que o ser humano cresce melhor com uma mente positiva e aberta, o que obviamente aguça-lhe o engenho, a criatividade e origina a criação de oportunidades muito para além das expectativas. Reconhecer isto actuar em conformidade não exige mestrados nem doutoramentos !
Na nossa actividade profissional deparamos frequentemente com mentalidades, atitudes e comportamentos de pensamento negativo, o que para além dos conflitos pessoais que criam, são factores redutores da produtividade e competitividade nas empresas. Muitas destes maus hábitos resultam, também, de modelos de organização fechados, lideranças autoritárias e dirigistas, que inibem os trabalhadores de pensar de forma positiva e construtiva .
Em meados do século XX países como a Noruega e a Suécia, estavam com problemas muito semelhantes aos nossos na actualidade. Um enorme desvio / Gap, entre a democratização política e social do país e a organização das estruturas empresariais . Bom seriam que governantes, sindicatos, associações empresariais , universidades e outras instituições, portuguesas, tivessem em 2012 a capacidade de reflectir, concluir e implementar planos semelhantes aos que, iniciados na Noruega e Suécia , em 1960, com o apoio do Instituto Tavistock de Londres, se difundiram, mais ou menos por toda a Europa mas, infelizmente, sem qualquer efeito prático em Portugal, para além de algumas multinacionais, que alguns analistas gostam de referir, sem se darem ao trabalho ( porque não sabem fazer ?... ), de procurar as verdadeiras causas do sucesso e o efeito pedagógico que esses exemplos poderiam ter na nossa sociedade.
NOTA:
Nos últimos dias, no vocabulário dos políticos e seus comentadores, surgiu o conflito entre austeridade e crescimento. Caros senhores, já vai sendo tempo de saberem que o bem estar dos povos não se faz com palavras, mas com acções !
Subscrever:
Mensagens (Atom)





